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A Quinta

A Quinta do Cerrado da Porta foi adquirida pelos seus atuais proprietários em 1996. Era uma propriedade de cerca de 3 hectares com uma casa rural do século XVII em muito mau estado de conservação. As obras de recuperação demoraram cerca de 5 anos, Mas terminada a fase de recuperação do edifício principal, em 1999, os proprietários abandonaram Lisboa, onde viviam, e foram residir na Quinta, com os seus dois filhos adolescentes. Ambos médicos, continuaram a deslocar-se diariamente para a capital, para a sua atividade profissional. Os filhos entretanto casaram e foram a morar em Lisboa. Agora são os netos que passam os fins de semana na Quinta.

A exploração agrícola

Inicialmente, dos 3 hectares de terra que rodeavam a Quinta, cerca de um hectare era ocupado por vinha. Em 2011, com a criação da empresa agrícola "Cerrado da Porta Lda", foram adquiridos e arrendados outros terrenos, tendo a Quinta ficado com uma área de exploração de 17 hectares, dos quais 14 são ocupados por vinha, a maior parte plantada em 2012 e 2013. As variedades escolhidas foram 3 castas de uvas brancas (Chardonnay, Arinto e Moscatel Graúdo) e 5 castas de uvas tintas (Pinot Noir, Touriga Nacional, Syrah, Merlot e Castelão). Acreditou-se serem essas as castas mais adequadas às condições de um terreno muito acidentado, frequentemente sujeito a noites frescas, manhãs enevoadas e fortes ventos atlânticos.

Produção e comercialização

Durante vários anos as uvas produzidas na Quinta eram cedidas a viticultores vizinhos ou entregues na Adega Cooperativa de Dois Portos. Em 2011, quando o objetivo passou a ser a produção e comercialização de vinhos de marca própria, começou a construir-se a adega. Em 2012, com uvas comprados a viticultores da região, a Quinta começou a produzir os seus primeiros vinhos, criando-se a marca Troviscal, que passou a constituir a gama base de comercialização pensada para consumo interno e para exportação, e a marca Peripécia, destinada a vinhos varietais de castas francesas, com produção limitada a um máximo de 2.600 garrafas, para um mercado bastante exclusivo, no âmbito de garrafeiras e restaurantes selecionados. Com a vindima de 2015 entrou-se na desejada fase de produção exclusivamente com uvas próprias, vinificadas na adega da Quinta, pequena mas tecnologicamente muito avançada. Passou então a ser possível apresentar os primeiros "vinhos de quinta", com pleno controlo da sua viticultura e vinificação, com capacidade de processar cerca de 80 toneladas de uvas. Em 2017 deu-se início à comercialização da marca Quinta do Cerrado da Porta, destinada a espumantes e vinhos de gama alta, sempre com a classificação de Reserva ou Grande Reserva. A vindima de 2015 recolheu cerca de 50 toneladas de uvas, que produziram cerca de 40.000 litros de vinho. Em 2018 colheram-se cerca de 100 toneladas de uva, vendendo-se 50 toneladas a grandes produtores da região e vinificando-se o restante.